Oii,
Quanto tempo né?!
Pretendo não demorar muito entre uma postagem e outra, além de perder muita informação, o post seguinte sempre ficará enorme e exaustivo (pra vcs e pra mim).
E por aqui cada dia um desafio novo! Tem dia, que sem "zueira", minha cabeça dói, tico e teco estão trabalhando dobrado (e logo eles que estavam pensando em ócio criativo na Europa. Que dó!). Mas estou bem melhor no idioma, participando de algumas aulas na faculdade.. conversando mais.
Falando em faculdade este post será dedicado para comentar sobre detalhes daquele lugar que dominará meus próximos 5 meses, "L'école Nationale Supérieure de la Photographie":
o que tem:
- impressoras "bacanérrimas"
- laboratório PB
- laboratório cor
- biblioteca "surreal"
- gente maneira, simpática e descolada de tudo que é canto do mundo
No início da semana passada apresentei meu portfólio no seminário crítico para residentes e alunos do segundo ano. Os alunos se reúnem com um professor em uma sala e cada aluno por vez vai mostrando o que tem desenvolvido, seja em vídeo, impresso, virtual, deixando sempre a criatividade rolar. Teve até um aluno que mostrou seu trabalho com projeção sobre uma placa de alumínio...
É normal cada aluno comentar sobre o trabalho do outro, opinar, interagir e sugerir referências, tudo intermediado pelo professor. Esses encontros são descontraídos e duram 2 dias inteiros com pausa pro almoço e cafés entre manhã e tarde.
As aulas aqui são em período integral, mas com um cronograma muito aberto, tem dia que não tem aula, ou tem conferência e todos os anos podem participar.
O curso é de 3 anos, mas antes de ingressar o aluno deve ter feito pelo menos 2 anos de outro curso de graduação, logo 5 anos de faculdade.
E nem tudo são flores, para usar o lab pb por exemplo, tem que ter seus próprios químicos, papel fotográfico, tudo pode ser comprado pela internet e recebido em casa. Para impressões, precisa ter um cartão (comprado na escola mesmo e os preços variam dependendo dos tipos de papéis e impressoras).
E sabe o que é mais legal?! A estrutura é ótima, não tem do que reclamar, mas isso está diretamente ligado à educação deles em zelar pelo patrimônio coletivo, desde os equipamentos até os livros. Rola até um esquema de empréstimo de equipamentos da faculdade para o aluno, pode ficar uma até duas semanas com câmeras de médio e grande formato, acessórios.. em casa ou até viajar.
O analógico ainda é um bebelô, não um mito.rs Todos, sem exceções, fotografam muito com câmera analógica. Não digo só pelos alunos, mas a cidade respira fotografia! Com inúmeras exposições, eventos ligados a fotografia, feiras e o tão comentado: "Encontro anual de Fotografia de Arles" (clique aqui para saber mais).
E nesse processo de "respirar fotografia", percebi que no Brasil mal produzo projetos pessoais, todos são oriundos de disciplinas da faculdade ou com fins econômicos, e aqui os projetos são SEMPRE pessoais. Bom, cada macaco e didática no seu galho, essa intereção será boa para aumentar minhas referências imagéticas. E experiências transculturais são sempre enriquecedoras em todos os âmbitos.
Com essa chuva de referências e vivências estou com ideia de 4 trabalhos pessoais (pra quem não fazia isto "em casa", acho que peguei o jeito da coisa..rs), um deles, o oficial - que apresentarei no Brasil quando retornar, fala basicamente sobre Arquitetura Romana. Mas com o tempo vou falar melhor sobre eles (4) por aqui, precisam ficar mais maduros e concretos primeiro! rs
Podem brigar comigo, ao escrever esse post percebi que não tirei nenhuma foto da escola.. no próximo eu coloco. Por enquanto, fotos novas da cidade:
No próximo encontro vou falar:- micos
- comida
- saudade
- vivência, casa, festas..
À bientôt,
Shay

Um comentário:
ah te amo...
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