segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Juntos somos fortes


Refletindo...

Já era tarde da noite, depois de um dia cansativo física e mentalmente, estava no ônibus indo para casa. Quando faltava um ponto para descer, a rua escura, pela janela através do vidro vi uma placa daquelas de comerciais que dizia: juntos somos fortes.
Aquelas três palavras caíram como uma luva para definir toda aquela minha confusão de pensamentos. Estamos tão acostumados a tentar lutar sozinhos, contando apenas com a força de nosso braço para vencer. Se você é como eu, que ultimamente o único esporte em que tem tido relevante habilidade é o levantamento de garfos, admita, vencer sozinho é um tremendo desafio.
Tenho a seguinte opinião, não devemos andar sós. No livro de Eclesiastes 9:10-11 diz: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.”
Ok, você já deve estar perguntando: “Tá, e o que ela está querendo dizer com – ‘lutar com a força do próprio braço’? ‘Andar sozinho’?.
Hoje, por experiências que eu mesma tenho vivido, admito, como é importante ter com quem dividir a caminhada. Esse, “JUNTOS SOMOS FORTES” diz que: quando estamos unidos com nossas famílias, nossos amigos, nossa equipe de trabalho, nosso companheiro(a), SOMOS FORTES.
Somos mais fortes para traçar uma estratégica no trabalho, mais fortes para vencer as dificuldades que vierem seja em qual for o grupo de convívio social. Quando pessoas se unem pelo mesmo propósito para JUNTAS fazer algo há diferença, não apenas alcançando resultados, mas cada um é movido pelo mesmo objetivo de dar o seu melhor, de aprender a conviver, a respeitar, se superar e principalmente AMAR.
Fomos gerados como seres relacionais, somos mais fortes unidos - “Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. Romanos 12:5”, porém não estamos enxergando a silenciosa “onda” de individualidade tomando conta de tudo o que fazemos, nos deixando cada vez mais longe do que nos foi proporcionado em AMOR naquela cruz. Disse Jesus: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. João 15:12”

No Amor de Jesus,
Shay

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Chegar perto é igual a NÃO CHEGAR!

"Chegar perto é igual a NÃO chegar!"

Podemos decidir viver toda uma vida da seguinte maneira: no quase, um pé lá outro cá, meia banda e por aí vai..
Quando que Deus nos criou para viver experiências inteiras! Ele mais do que ninguém (mais do que nós mesmos) deseja que alcancemos ________ _____ ___.
P.S: No fim deste post vou dizer o que Ele deseja que alcancemos!

Lendo 1 Samuel me deparei com a história de Saul. E até então não tinha parado para analisá-la de uma forma mais profunda, digamos.
Minha imagem mental sobre Saul era a seguinte, o Rei velho e louco que foi a pedra no sapato de Davi. O que eu mal sabia era que a história dele serve hoje como lição de vida pra mim, para todos nós.
Pra mim, Saul foi o Rei do "quase lá". Vou explicar porque.

1 Samuel 9 ao 15 conta a história que vou abreviar por aqui.

Naquele tempo o povo de Israel era liderado por juizes, o profeta Samuel já era de idade avançada quando o anciãos de Israel se reuniram e pediram que fosse constituído um reinado.
Saul era filho de Quis da tribo de Benjamim, A bíblia conta que ele se destacava, entre TODO o povo não havia ninguém semelhante a ele, Deus o tinha escolhido.
Então Saul vai fazer uma visita à Samuel para saber sobre umas jumentas de seu pai que estavam perdidas, mas, Deus já havia falado para Samuel que naquele dia o homem escolhido por Ele para ser rei de Israel iria visitá-lo.
Naquele mesmo dia Samuel conta para Saul tudo o que viria acontecer com ele assim que fosse embora. No caminho após se despedir de Samuel, Deus mudou seu coração, todos os sinais aconteceram e ele foi cheio do Espírito Santo, profetizou no meio de profetas. Para confirmar que Deus o havia escolhido.
Logo após Saul é nomeado Rei, um tempo se passou...
Num certo dia Deus usou Samuel para falar com Saul, disse para ele que se lembrava de como o  povo Amaleque se opôs ao povo de Israel quando subiam do Egito. Então, Deus disse para Saul ir até este povo e destruí-los totalmente e não perdoá-los pelo mal que fizeram.
Quando Saul e o povo feriu os Amalequitas pouparam a vida de Agague Rei deles. Além disto aceitaram seus despojos com as melhores ovelhas e vacas.
A bíblia fala que neste momento Deus fala a Samuel que se ARREPENDEU de haver posto Saul como Rei.
Samuel procura Saul e pergunta porque ele fez tal desobediência a palavra de Deus. Saul não percebendo a gravidade do que fizera comenta, trouxemos bons despojos para oferecer sacrifícios a Deus.
Samuel diz, "tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar (I Samuel 15:22)".
A ficha de Saul cai, e ele confessa que temeu mais ao povo do que a Deus. Ele se desespera, reconhece que errou, rasga um pedaço da capa de Samuel, quando que o mesmo apenas lhe diz: "Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti para que não sejas rei. (I Samuel 15:26)"
Saul responde, "Pequei, honra-me porém agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel; e volta comigo, para que adore ao Senhor teu Deus. (I Samuel 15:30)".
O final desta história é que Deus escolhe Davi para ser Rei no lugar de Saul, e Saul desde então teve uma vida sem a direção de Deus até sua morte.

Você pode ser belo, ser realmente excepcional no que faz (estudo, talentos, dons, profissão), ser bonzinho e ainda sim viver uma vida igual a de Saul "quase lá".
Saul passou a vida inteira nadando, nadando e morreu com a água no joelho. Ele estava muito perto da praia, mas, preferiu se afogar.
Desta história consigo ver várias lições de vida..
E a principal delas é, você pode passar a vida inteira achando que conhece quem é Deus, sem realmente conhecê-lo. 
Saul não conhecia a Deus, não temia a Deus e ainda achava que oferecer sacríficios resolveriam todos os seus problemas.

Teve diversas oportunidades, desperdiçou todas elas, Deus o permitiu alcançar o lugar máximo que uma pessoa poderia alcançar na época, o Reinado.  E ele mesmo causou sua ruína ao ponto de 2x no mesmo capítulo o Senhor dizer que se arrependeu de tê-lo estabelecido Rei de Israel.
Ele não percebeu que Deus facilmente poderia lhe proporcionar tudo, afinal Deus o amava, mas Saul preferiu rejeitar o Senhor e as suas palavras, preferiu rejeitar uma amizade com Deus.
Foi insensato, religioso, estava tão perto de Deus e tão longe.
Afinal, chegar perto é igual a não chegar!

É assim que vivemos hoje, os sacríficios deste século são: fazer boa ação, ir de vez em quando numa igreja (seja católica ou evangélica),  rezar ou orar quando a coisa aperta, cantar música com o nome de Deus, saber o Pai Nosso, ter adesivo de fé no carro, vestir camisetas que falam do amor dEle, fazer jejum, subir monte, peregrinar de joelhos, subir a escadaria da Penha, pagar promessa; bom N outras coisas...
E ainda sim, dar mais ouvidos aos homens do que a Deus.

Não podemos dizer que somos amigos de alguém se não investimos nesta pessoa, se não gastamos tempo com ela.. não dá pra dizer que conhece Deus quando que só se recorre à Ele como "gênio da lâmpada" para resolver problemas.

Desde a época de Adão, passando por Saul e até hoje, Deus deseja uma única coisa: Ser amigo do homem. 
Ele mais do que ninguém (mais do que nós mesmos) deseja que alcancemos intimidade com Ele.

"E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração." Jeremias 29:13

No Amor do Pai,
Shay

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

"O lugar é você quem faz"

"O lugar é você quem faz"
Admito que demorei bastante para entender o real significado de cada uma dessas palavras, demandei bastante energia pensando nelas de uma forma solta, aleatória. O sentido veio quando eu percebi que a resposta estava no amor de Deus.

Muitos me disseram, quando você voltar pro Brasil vai sentir aquela crise "pós", pós-Europa, pós-viagem, pós-primeiro mundo; e "pós" por aí vai...
Essa minha "crise" veio de uma forma diferente, chegaria inevitavelmente, independente de ter saído sim ou não do Brasil. E sabe por quê?!

Porque nós não precisamos de muitos enredos para viver uma crise ou criar a típica tempestade num copo d'água. Nesse sentido uma gota de conflito nos basta!
Seja uma mudança de trabalho, término de um namoro, estudos e etc; qualquer situação que esteja fora do nosso controle entra na categoria de "desconhecido", e automaticamente se torna o NOVO que nos causa MEDO.

Só podemos experimentar a plenitude do significado desta frase: "o lugar é você quem faz" quando realmente entendemos QUEM SOMOS, qual é a nossa identidade.
Quando permitimos que situações, coisas ou pessoas nos digam QUEM SOMOS nós falhamos.
"os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra.
os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito, aos quais iam sendo dia a dia formadas, quando nenhum deles havia ainda." (Salmos 139:15-16)
Todas as vezes que decidimos dar ouvidos aos outros sobre QUEM SOMOS permitimos que roubem de nós a verdade, porque só Deus pode nos dizer QUEM REALMENTE SOMOS, Ele nos criou.

Sem precisar fazer uma busca detalhada em minha memória, consigo lembrar de diversas situações em que ouvi e senti palavras duras como esta:"isso não é pra você, não esperava que você fosse conseguir, você não é capaz, desista, se eu fosse você nem tentava..".
A verdade é que até o fim de nossas vidas vamos lidar com essas frases ferinas. E se as escutamos, elas começam a definir quem somos, nos cercam de medo, covardia e fracasso pessoal.

Mas, quando buscamos a resposta em Deus evitamos fadiga, não corremos na intenção de a todo custo agarrar o vento e sim apreciá-lo.
"Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.
Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei.
E buscar-me-eis, e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração." (Jeremias 29:11-13)

Escrevendo essa reflexão lembrei de uma música (HOW HE LOVES), em português ME AMA cantado pelo Diante do Trono. Um trecho da música diz:
"Eu não tenho tempo pra perder com ressentimentos
Quando penso que Ele

ME AMA"
De um tempo pra cá decidi, todos os dias ao acordar perguntar pra Deus incansavelmente: Jesus, QUAL É A MINHA IDENTIDADE?
Preciso todos os dias guardar essa resposta em meu coração e me proteger em seu amor.Quando entendemos e aceitamos o amor dEle por nós começamos a perceber que todo o resto é PERDA DE TEMPO, aflição boba de espírito.

"No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.
Nós amamos porque Ele (Jesus) nos amou primeiro." (1 João 4:18-19)

Meu mais sincero desejo é que possamos (me incluo nisto) parar de perder tempo e apenas desfrutar, viver em plenitude tudo que por Amor Ele já preparou para nós mesmo no meio das dificuldades, desafios e problemas.
Quando sabemos quem somos temos convicção de que Ele não nos abandona independente das circunstâncias.
Se escolhemos perder tempo com ressentimentos, medos, conflitos não recebemos o amor dEle e consequentemente não conseguimos AMAR o próximo (família, amigos, desconhecidos), não conseguimos fazer o que deve ser feito com a certeza de QUEM SOMOS nEle.

Tudo começa e termina no AMOR, em Cristo Jesus e o calvário (não consigo imaginar maior prova de amor do que esta!).

 "O lugar é você (através do AMOR dEle) quem faz".

No Amor do Pai,
Shay

sábado, 23 de junho de 2012

pés andarilhos


Olá companheiros de viagem, tudo bem?!
Por aqui só animação para compartilhar as experiências e novidades.

Como diz minha mãe: “Filha, é melhor viajar sozinha do que não viajar!”.
Essa simples frase foi o empurrão que faltava, me encheu de coragem e ousadia para desbravar sozinha outros países. O maior desafio não era a falta de companhia e sim, fazer a grana render...
Vou contar para vocês a impressão que tive de cada lugar, o que foi furada, o que deu certo e possíveis dicas.

Espanha/ Barcelona

A viagem Arles (França) até Barcelona fiz de trem, 7h, com conexões e parada na divisa entre os países. Eu e uns mochileiros corajosos nos esbarramos no caminho. Viagem cansativa, lindas paisagens e MUITO barato, paguei 28 euros pelo trajeto.

Encantadora e movimentada, assim é Barcelona. Consegui me localizar muito fácil, e o povo é bem solícito para dar informações, sem contar que dá pra encontrar muitos brasileiros pelo caminho.
Fui surpreendida com a quantidade de jovens,  praças lotadas, muitos turistas, gente viva e animada.

O preço do mercado era bem mais em conta do que na França, então, comprei coisas que pudesse consumir durante o dia nos passeios, além de ser mais saudável, economizei bastante. Outra coisa que comecei a fazer e valeu super a pena, em uma agenda de bolsa fui anotando todos os gastos. Assim, no final da viagem pude ver onde deveria/poderia enxugar mais os gastos.

Furada, como foi a primeira viagem fora da França ainda estava meio “abobalhada” e acabei gastando bastante com os pontos turísticos. No último dia descobri que poderia tem comprado um ticket equivalente a 60 euros +/- com direito a entrada nos museus, monumentos de Gaudí e etc.

Uma dica, assim que chegar procure um ponto de informações turísticas, pegue mapas, gaste um tempo conversando com eles. Na Av. Passeig de Gràcia com Av Diagonal (especificamente) tem um ponto de informações que é excelente, eles tem disponível para os turistas uma relação de museus, galerias, monumentos e etc, com horários, dias de funcionamento e valores, super completo. Sem esforço você recebe tudo na mão além do mapa da cidade! Mas, eles não oferecem, tem que chegar lá e pedir (vi uma moça pedindo e rapidinho disse que gostaria de um também).

Me apaixonei por Barcelona, o fim do dia na praia, nas praças, caminhar como se não houvesse amanhã com clima jovem e descontraído. Conheci uma brasileira que mora na Alemanha, passamos o dia juntas e nos despedimos com chave de ouro da cidade em um restaurante super tradicional com um prato de paella feita na hora. 

 Arco do Triunfo
 Igreja Sagrada Família

Portugal / Porto

Sai de Barcelona e fui direto para Porto em voo “low cost”. Aí sim começou a aventura! Esse tipo de voo tem um limite de uma pagagem por passageiro, 10kg e dimensões inegociáveis.
Nem preciso comentar que para embarcar tive que vestir uma quantidade de roupa (bastante) relevante para não pagar sobrepeso. rs
Em Porto fiquei na casa da Carlota, ela é ex intercambista do Senac, um convênio entre o Senac e a IPF ( Instituto Português de Fotografia). Nos conhecemos no Senac ano passado, ficamos amigas e fui visitá-la.
Não precisei me preocupar com hospedagem e comida, fui muito bem recebida e acolhida por sua família. Tirando o mal tempo, foi tudo delicioso e “engordativo”. rs. Experimentei todos os tipos de doces possíveis!
Tanto no mercado quanto nos restaurantes os preços são bem mais em conta que Barcelona e França. Um prato que recomendo é: Francesinha. Diferente de tudo que já comi, uma espécie de sanduíche de carne, frango e linguiça dentro do pão de forma coberto de queijo derretido e com um ovo em cima, no fundo do prato, um caldo que jamais saberei definir o sabor. E para acompanhar pode pedir um chopp gelado porque vale a pena!!
Passear por Porto foram momentos de relembrar as aulas de história na escola, imaginar a época do descobrimento do Brasil, voltar e parar no tempo.
O Centro, a Casa da Música e uma visita guiada com direito a degustação de vinho do Porto em uma Cave, caminhar pela orla de Matozinho, vista do Castelo de queijo, são as minhas dicas de lugares imperdíveis.
Além do fato de ter ido na semana mais chuvosa e movimentada da cidade, aproveitei bastante, consegui descansar das andanças em Barcelona, assistir uma peça, um musical e rir bastante. 

A famosa "francesinha"
 Vista do castelo de queijo

Marrocos / Fez e Marrakech

Essa foi a viagem mais LOUCA da minha vida (até o momento)! Vivi tanta coisa bacana em três intensos dias, só de lembrar já sinto vontade de voltar.
Assim que comprei as passagens ouvi de tudo, minha família com medo que eu fosse raptada e vendida para um Sheik desdentado para ser a 11º esposa dele, ou me perder nas entranhas da medina e nunca mais conseguir sair, por aí vai...rs
Mas, graças a Deus, nada disto aconteceu! A mulher é praticamente venerada lá, e por ser tão “preciosa” precisa ser “guardada” dos olhos de outros homens. Então, quando eles veem braços, pescoço e cabelos de fora (se segura!!!) eles olham, cobiçam e falam N coisas em árabe que eu nunca desejo saber a tradução.
Mulher sozinha é uma situação delicada, não é recomendado, mas também não é risco de morte, eu andei acompanhada por um amigo o tempo inteiro, até porque, é muito fácil se perder nas ruas super apertadas da medina.
Vi cenários magníficos, acompanhados de um calor digno da África. Fez é tranquila se comparado à Marrakech (o lugar mais pirado que já fui). Intenso nas cores, no som, no cheiro. Na praça Jemaa El Fna você encontra gente encantando cobra, macacos na corrente, mulheres querendo desenhar seu corpo inteiro com hena, calor, calor, calor.
Minhas dicas de comida: doces típicos, couscous marroquino, suco de laranja (o melhor suco de laranja da minha vida) e chá Marroquino (é de hortelã, e só de lembrar hummmm delícia!).
Minha dica de lugares: ande, ande, ande até doer os pés. Chegue em lugares remotos, e se tiver mais grana e tempo que eu, vá até o deserto do saara e durma uma noite por lá. Fez é a capital religiosa e Marrakech capital turística, me disseram que Casa Blanca também vale a visita. Para se deslocar por lá, só de trem. A moeda deles (Dirham) é bem desvalorizada, cada 1 euro era o equivalente a 11,50 dirhan, me senti ricaa! rs
Bom, só sei que depois dessa experiência não vejo a hora de desbravar mais e mais a África (que minha família não leia isso..rs).

 Ruínas Romanas em Fez

 arte em hena

Inglaterra / Londres

Esses foram os dias mais esperados desde que cheguei, minha família veio me visitar e nos encontramos em Londres. Dias maravilhosos, de muito calor e passeios pela terra do “save the queen”.
Lá experimentei o chá com leite, gostoso, e bem diferente.
Além disto, fomos no parque do Harry Potter que inaugurou faz pouco tempo. DEMAIS!

 Big Ben
 Tower Bridge


Itália / Roma, Siena, Florença, Pádua, Veneza, Vincenza, Soave, Verona, Lago da Guarda e Milão

Minha irmã veio me visitar com uma amiga, a ideia era desbravar “quase toda a Itália” (só faltou o sul) com muito pique e pouca grana.
Foram momentos maravilhosos, a Toscana é tudo e mais um pouco, acreditem! Alugamos um carro saindo de Roma e só entregamos em Milão, aonde a gente achava legal ficava para dormir, sem roteiro, sem hora e sem ter que dar compromissos..assim viajamos!
Vou confessar, era o meu sonho viajar assim, despretensiosamente, curtindo cada pedacinho.
As minhas cidades preferidas foram: Siena e Verona.
A Itália é um encanto, exala romantismo, como disse minha irmã: “Você vê amor em tudo”. Vi sombras de coração, poemas, casais apaixonados.. rs
As minhas cidades preferidas foram: Siena e Verona.
Uma sugestão: vá em busca do GELATO perfeito (eu comia pelo menos um por dia). Valeu cada caloria extra! rs
Ah, e leve roupas largas, voltar pra casa com uns quilos sobrando é super normal e inevitável.

 Coliseu - Roma
 Igreja Duomo - Siena
Murano perto de Veneza
 Na casa de Julieta em Verona
E por último, mais uma visita à Paris. rs

Bom, vou ficando por aqui!
No próximo post as minhas fotos preferidas de cada lugar...
Bisous et à bientôt.
Shay

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Olá companheiros, tudo bem?!

Não precisam me dizer que estou sumida, estou me sentindo uma mãe desnaturada, uma filha desajuizada que não dá notícias..rs
Vou contar pra vocês o que passa, tenho viajado bastante, aproveitei os feriados e mini-férias que eles tem aqui para conhecer outros países: Espanha (Barcelona), Portugal (Porto), Marrocos (Fes e Marrakesh), Inglaterra (Londres) e mais umas cidades da França. E sim, estou com uma quantidade absurda de fotos para editar, tratar e postar.
Deixando vocês por dentro dos últimos acontecimentos além das viagens, infelizmente não fui selecionada para expor em julho, mas só o fato de ter participado da seleção, ter mostrado meu projeto e recebido uma análise crítica já me deixou muito feliz.
No último mês meu projeto oficial ganhou a cara que eu queria, depois de muito trabalho e paciência, agora rever as fotos me deixa com um sorriso tímido de satisfeito nos lábios.
Hoje meu post será dedicado ao projeto: Arquitetura Romana - Arles.

Até chegar em Arles o projeto que eu tinha em mente era um pouco diferente, mas com o passar do tempo foi ficando mais concreto e diferente da ideia inicial.
Arles tem 4 grandes patrimônios histórico da época do Império Romano, além de muros em ruínas espalhados pela pequena vila, eles foram tombados pela Unesco e antes que eu tivesse ideia disto tinha decidido fotografar a Arquitetura Romana da cidade, até que quando fui visitar o "Musée départemental - Arles antique" (um museu destinado às coleções arqueológicas da cidade de Arles) descobri que este ano é o 30º aniversário de tombamento pela Unesco dos monumentos do império Romano da cidade.
Neste momento tive convicção de que estava no caminho certo... e da convicção ao resultado final o caminho é árduo, viu?! rs
Com as referências recebidas pelos professores, livros e outros alunos, percebi que precisava me arriscar no fotografia em filme preto e branco. Decidi abraçar a ideia de voltar para o analógico, para a grande probabilidade de perder filmes, de horas a fio digitalizando películas, dos retoques no photoshop e da alegria do resultado.
Perdi a conta das inúmeras vezes que voltei aos mesmo lugares para fotografar, das películas perdidas, da revelação errada, e N outros contratempos. No fim, não tem nada mais gostoso do que ver uma foto literalmente, nascendo.

Este ensaio tem como objetivo mostrar detalhes da arquitetura Romana (através de formas geométricas, composições, texturas e sombras) ainda existentes na cidade através desses imponentes monumentos.
Pelo blog vou postar parte do projeto, no post seguinte falo mais sobre as viagens acompanhada de fotos.







Beijos,
Shay




quinta-feira, 12 de abril de 2012

Um tour por Paris

Oiii,
por aqui tudo bem. Espero que por aí também!

Esse post tão comentado, planejado e prometido está tão "gordo" de informações que não sei por onde começar. Vamos conversar sobre Paris "mes amis"!

Antes de qualquer coisa, só um detalhe, serei muito sincera.
Porque afinal, também estamos aqui pra falar abertamente sobre as partes não tão legais de um intercâmbio, ora bolas.

De Arles até Paris, de trem, 4h de viagem. Lindas paisagens, um bom playlist no iPod e rumo a..., a... a minha primeira indignação em solo Parisiense! Pisei na estação, lotada de pessoas (que mais pareciam formigas) indo de um lado para o outro. E eis que a indignação bate em minhas narinas, um cheiro de xixi insuportável. Ou gente, pera lá (estou no primeiro mundo, confere?!)!! Não estou falando nas ruas, eu disse, DENTRO da estação!
Ok, passada a primeira impressão sem dramas e grandes traumas olfativos cheguei na casa de uma amiga, fica a 40min de trem do centro. O que pra mim foi muito bom, consegui conhecer um bairro menor, reservado e sem a correria do Centro.
Apesar do mal cheiro de algumas (várias) estações, a sujeira e aglomeração o transporte metroviário funciona que é uma maravilha (pelo menos nos dias que estive em Paris), sempre pontual e com linhas que cobrem tranquilamente todo o roteiro turístico (e além).
Na primeira, como foram poucos dias, resolvi andar, andar e andar. Queria ter a certeza que estava lá e pelo menos passar na frente de todos os pontos turísticos possíveis em uma só caminhada: Louvre, Torre Eiffel, Rio Sena, Trocadeiro e etc.
Já na segunda vez, decidi me dedicar aos museus, menos o Louvre (ficou para a terceira visita, em Maio): Museu d'Orsay, Museu Jeu de Pomme (fotografia), Museu du quai Branly, Museu le Grand Palais.
Além das inúmeras opções, escolhi estes porque tinham exposições que me interessavam, mas Paris respira arte e pra quem vive disso visitar à cidade é obrigatório pelo menos uma vez na vida.
Imagina, você entrar nos museus e ver estudantes de desenho, artes plásticas, arquitetura, fotografia... sentados no chão desenhando, pirando sozinho, fazendo esboços, escrevendo poemas ou descansando mesmo, alguns museus levam um dia inteiro para conhecer. Acredite, é muito fácil se deparar com o inusitado em Paris, desde comportamento ao estilo do tradicional Parisiense.
Tirando meu desejo súbito e devastador de querer morar pra sempre em Paris, trabalhar em algum museu/galeria com fotografia e viver de arte. Paris realmente tem seus encantos a qualquer hora do dia e estação do ano!
O melhor momento foi, esquecer do mapa que estava dentro da bolsa, andar pelas ruas como se fossem velhas conhecidas, entrar em boutiques de marca, brechós, ver cardápio de restaurantes, quando entre uma rua e outra você, de repente, dá de cara com uma torre (uuuuooouuu!), assim, bem sem graça sabe?! Tão sem graça que você sente vontade de rir e chorar ao mesmo tempo. Isso na primeira vez, na segunda você acha fantástico, mas, sem fazer escândalos.
E como eu sempre penso, as reações humanas muitas vezes são refletidas em comportamentos inesperados. Pra exemplificar, um relato: Estou eu, andando numa avenida que obviamente eu não sei o nome, como uma Parisiense nascida e vivida, quando duas meninas no sentido oposto ao meu se deparam com a Torre entre uns prédios e começaram a gritar, pular se abraçar tudo ao mesmo tempo, parecia que elas tinham visto um astro do pop rock, o mais cobiçado do momento. O que deixou minha “humilde” reação parecer tão sem
empolgação, mas não menos emotiva. rs

Conclusão: Paris é roteiro necessário, sem dúvida. Você encontrará muitas coisas boas, terá recordações deliciosas, muitas histórias pra contar. Aquele charme e romantismo dos casais ao pé da Torre é real, acredite! Por outro lado, não tenha o sonho dourado de pensar que tudo é limpo, cheiroso, que não vai ter gente querendo que você compre mini torrezinha nos pontos turísticos, que você não vai enfrentar MUITA fila e que terá que dividir uma tela de Picasso, Van Gogh com trinta cabeças. E por último, mas, não menos importante, também não posso dizer que você não vai encontrar nenhum brasileiro que te faça sentir vergonha alheia, ao ponto de querer se esconder dentro de uma sacola. Mas, faz parte, né?!

Agora falando de Arles, voltei de Paris com a "agenda" cheia. Tive mais uma entrevista para a seleção dos fotógrafos da exposição em julho, agora é a parte 3, enviar fotos e ficha técnica por email, esperar o resultado (sai dia 27/04) e torcer, é claro!

No feriado da Páscoa a cidade estava em festa, além disto teve a Corrida do touro. Comprei meu ingresso, pensei, afinal em pleno século XXI não deve ser tão pavoroso!
Pavoroso foi elogio para o que meus olhos viram, assistir 6 touros morrerem em 2h30min de "espetáculo" e ainda escutar um público digno de estádio de futebol aclamando o toureiro assassino, foi demais pra mim. Me rendeu umas duas noites de pesadelo! Eu entendo que é cultural, mas não admito que algo assim ainda aconteça hoje em dia, tamanha crueldade e estudipez...

Bom, por hoje é só...falei demais! rs





entre uma rua e outra "a torre"


museu d'Orsay

crianças de uma escola com aula interativa no museu

museu d'Orsay - um contraluz de lei


museu Jeu du Pomme (fotografia)


Museu Du Quai Branly -
tem um acervo arqueológico enorme


Jardim Tuileries

primavera em Paris


e pra encerrar: a carnificina "del toro" - em Arles

besous et à bientôt,
Shay / Shei

quarta-feira, 28 de março de 2012

2 meses de França

Salut!
É com muita alegria e entusiasmo que começo este post, o motivo?Simples, o calor ta chegando na Europa minha gente...
Primavera digna de flores por toda a cidade, arbustos verdes e pessoas maisalegres.Não sei se é impressão minha, mas sempre acho as pessoas mais "vivas" no calor. Eu sou uma delas!
Por aqui as coisas estão começando a ficar mais rotineiras.
Já comecei a falar pelos cotovelos, não que eu esteja no nível-PRO do Francês, digamos que estou na fase de falar o idioma até em pensamento..Dia 31 completo 2 meses de França, e começo a
sentir um turbilhão de sentimentos desde o simples: "parece que cheguei ontem" como
"parece que estou uns 2 anos longe do Brasil" e "Aiiii, não quero ir embora", faz parte né!Um recado pra você que pensa fazer um intercâmbio (quem já fez creio que irá concordarcomigo):
Antes de pensar em qual lugar você passará seus próximos meses estudando... vista-se de
humildade em saber que você sempre precisa das pessoas, por mais que elas pensem que não
precisam de você. Tome doses bem grandes de simpatia e ousadia (cara de pau), em todo tempo seja solícito e aberto para novas amizades. Você pode ter muito para ensinar, mas semdúvida
, tem muito o que aprender. E por último e não menos importante, tenha contatos, os contatos
abrem portas e amenizam a saudade.Fiz amigos aqui que sem dúvida, terei pra sempre em meu coração. É maravilhoso conhecer novos lugares, mas pra mim não existe nada mais fascinante do que conhecer pessoas e suas histórias.E falando de trabalho, na semana passada mostrei meu portfólio para um curador, uma mini-entrevista, ele está selecionando os trabalhos que vão participar de uma exposição durante a primeira semana do "Les Rencontres d'Arles" (já falei sobre este evento por aqui, mas como é o assunto do momento, segue link) será uma exposi
ção paralela ao festival feita pela associação de alunos. O curador volta em meados de Abril para uma entrevista parte II e divulgação dosselecionados.E o clima que paira no ar é: "salve-se quem puder e que exponham os melhores". (mas nada obviamente declarado, se é que vocês me
entendem..)
Este ano a escola completa 30 anos, ontem foi a abertura dos eventos de comemoração. Escola cheia de gente importante, muitas conversas regadas a coquetel farto de comidinhas e champanhe (nessa eu pasmei, esperava no máximo um vinho).

Para fazer rir:
- No último fim de semana tivemos Carnaval em Arles. Ohhh minha gente, nem em sonho se parece com o que vemos por aí. Não sou uma amante de carnaval, mas deixando minha opinião sobre o feriado prolongado mais cobiçado pelos brasileiros.. foi tão tranquilo que foi
maisengraçado do que estranho, com direito a peças de teatro, bandinhas marchando pelas vielas, tudo calmo, em família, pontual e organizado..diria que foi um jeito bem Francês de ser. Só fui conferir o que aconteceu no sábado, domingo fui a "la plage" praia com o pessoal da escola..
- Outro dia pensei, quero comer algo que me lembre o Brasil. O mais próximo que consegui foi
achar abacate na feira, então fiz vitamina de abacate (momento de saudosismo pela minha
infância), o pessoal da minha casa achou um absurdo colocar açúcar e leite no meu "guacamole". E ainda tive que aturar eles contando pra todo mundo que vinha aqui em casa sobre
a guacamole açucarada com cara de "nojinho". Pode?! rs
Mudando de assunto, no último post falei pouco sobre Paris e minhas primeiras impressões da cidade, ?
Como a Marina comentou no blog "para eu aproveitar a proximidade com Paris". Resolvi seguir o conselho dela (rs), este fim de semana estou na cidade das luzes para visitar uma família de brasileiros que moram por aqui, para me acabar nas exposições e nas surpresas dessa cidade encantadora! Depois farei um post especial sobre Paris, aguardem!! Como de costume, fotos:



Um dos últimos trabalhos:

Na praia (que eu não lembro o nome. rs)

Carnaval em Arles: